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Censo revela aumento do número de indivíduos sem religião no Brasil: 7,3% de 1940 a 2000. Os sem religião chegam a 12,5 milhões, mais que um Portugal inteiro!(fonte IBGE/2007).

CRER E NÃO CRER!

97% dos brasileiros dizem acreditar em Deus, 93%, que Cristo ressuscitou depois de morrer na cruz, e 86%, que Maria deu à luz a Jesus sendo virgem –(Pesquisa Datafolha/2007)

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FICHA TÉCNICA
Autor:
Ruth Tucker
ISBN: 978-85-7325-540-9
Páginas: 240
Tamanho: 16x23
Categoria: Espiritualidade
Código: 10622
Preço: R$ 29,90

Lançamento: Julho/2008
No livro Fé e descrença, de Ruth Tucker - Editora Mundo Cristão, o leitor é levado a refletir sobre sua fé, não importando a religião que professa, independente do quê ou em quem acredita, pois a idéia desta obra, não é discutir religião, mas encontrar equilíbrio entre crer e não crer. Vemos a fé sendo questionada como poucas vezes em toda a história humana, talvez porque nossa sociedade esteja hoje permeada pelo secularismo em todas as suas esferas. O racionalismo que, a partir das matrizes européias, se impôs ao mundo, nos empurrou a uma lógica de pragmatismo e a uma civilização de resultados.

Quem é Deus? Essa é a pergunta fundamental relacionada à crença e à não crença. Quem é Deus? Onde está Deus? Que afinidade Deus tem com os seres humanos? Essas perguntas e questões desafiam teólogos, filósofos, sociólogos, psicólogos e uma multidão de outros especialistas. Para muitos não-crentes, um “Deus desconhecido” é com certeza um Deus nenhum.

As injustiças sociais e o embrutecimento nas atitudes das pessoas são outros elementos que em nosso século nos empurram no sentido do afastamento de Deus. Este não é um tempo de inocência. Sabe-se o que leva ao desequilíbrio social, ao desamparo e à miséria e no entanto, continua-se a aceitá-los como se fossem forças invencíveis como uma tempestade ou um terremoto. Talvez sejam essas as razões que levaram homens como Rubem Alves ao distanciamento da fé.

Longe de querer promover uma “guerra santa” entre os que crêem em Deus e os que não crêem, o livro pretende levar as pessoas a refletir. Aos que crêem, leva-los a entender melhor os que não crêem – sobretudo aqueles que abandonaram a fé, a escutar atentamente as histórias dos não- crentes, e a responder com honestidade e sensibilidade. É uma melhora na tolerância, tão necessária em nossos dias. Para os que crêem, mas lutam com suas dúvidas que ameaçam sua fé, este livro não oferece respostas fáceis, mas oferece uma oportunidade de se abraçar as questões do mistério e do paradoxo.

Na primeira parte é apresentado o tema da perda da fé, mostrando inclusive a própria experiência da autora.“Como as pessoas neste livro, eu tenho uma história – uma história que se entrelaça com a crença e a descrença. O livro se baseia amplamente em histórias, nas quais a narrativa é um elemento-chave no esclarecimento do mistério da crença e da descrença”, afirma Tucker. A parte dois enfoca desafios históricos e contemporâneos à fé cristã e apresenta as histórias de pessoas que já professaram a fé e a abandonaram. Na terceira parte, aborda os dois lados da história: por um lado, descrevendo aspectos da nova vida da descrença (positivos e negativos) e apresenta os “missionários da descrença”; por outro lado, responde a questões graves levantadas pela descrença e contando histórias de retornos à fé.

A autora afirma que há uma linha tênue entre a crença e a descrença. Para ela, essas experiências muitas vezes são descritas como a noite escura ou simplesmente a escuridão da alma, que é uma das experiências que têm atormentado o coração do homem em todas as épocas. Muitas vezes há uma relação íntima entre a busca de Deus e a perda da fé – embora não ocorra necessariamente a perda total da fé. Para ilustrar o pensamento, a autora relembra a obra de João da Cruz, um místico do século XVI: A noite escura da alma. Ele estava convencido de que passar pela noite escura fazia parte da jornada do peregrino em busca da perfeição. Assim, essa noite era confiada somente àqueles que saberiam suporta-la.

Na verdade a jornada da fé não é para quem tem coração fraco.

Razões porque não creio:
“O ser imutável não criou. Se Deus é o mesmo ontem, hoje, e sempre, então ele não pode ter criado nada, por que então teria que ter mudado duas vezes. E se ele criou, então não é imutável. Para criar ele precisa decidir criar, e esta é uma mudança. Depois de decidir criar, ele teria que ter posto em prática esta criação, o que é a segunda mudança. Deus não criou sem motivo; mas é impossível encontrar um único motivo que o levasse a criar. Se Deus era completo e perfeito, eterno e imutável, por que teria tido aquela primeira resolução de criar? Qual razão o teria levado a criar? Não há nenhuma” Sebastien Faure, ateu e anarquista (1858- 1942)

Razões porque creio:
“Em seu estúdio, Newton tinha uma esplêndida maquete do Sistema Solar. No centro, uma rande bola folheada a ouro representava o sol; ao redor dela, giravam bolinhas menores representando os planetas, na ordem e nas distâncias aproximadas. E todo esse mecanismo funcionava em perfeita harmonia quando acionado por uma manivela. Um dia, o amigo de Newton viu a réplica e ficou admirado. Quis saber quem tinha feito a maravilhosa maquete. Ninguém, respondeu Isaac Newton, e assegurou que, por acaso, a matéria tinha se agregado na forma do mecanismo. O amigo de Isaac Newton replicou: Você deve pensar que sou louco! Claro que alguém fez isto, e eu gostaria de saber quem é ele.

Este mecanismo, respondeu Newton, não é senão uma ínfima imitação de um sistema muito mais grandioso, cujas leis você conhece. Ora, eu não sou capaz de convencê-lo de que este mero brinquedo existe sem um projetista e fabricador; ainda assim, você professa crer que o maravilhoso original (do qual eu grosseiramente copiei e imitei um aspecto do projeto) veio a existir sem ter projetista e sem ter fabricador! Agora, diga-me, por qual tipo de raciocínio você chega a uma conclusão tão absurda?” – Isaac Newton físico, matemático e astrônomo (1642-1727).

Hot-site: www.naotenhomaisfe.com.br
 

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Lançamento oficial durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo - entre os dias 14 a 24 de agosto de 2008.
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